CAMINANDO
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SÓ VAI.
Não fui.Sem perceber estava eu ali, novamente, naquele quarto bastante familiar, dividindo o cômodo com o “mas ainda não entendi isso”, amigo do “mas falta aquilo”, irmão do “não tenho tempo”. Meses se passaram e nada. Quer dizer, nada, não… Um monte de coisas. Um.MONTE.De.Coisas. Todas entaladas na garganta. Uma vez disseram que meu chakra
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SOBRE RECOMEÇOS OU A ARTE DE CONTINUAR TENTANDO MESMO QUE NADA FAÇA SENTIDO
Como seguir contemplando aquilo que lhe é, ou que se pensa ser, tão comum? Ela fazia essa pergunta vez ou outra, naquelas horas — na verdade, minutos — em que se presta atenção. Quando se está onde se está. Passou uma vida ansiando por viagens: conhecer novos cheiros, paisagens, pessoas, sons, comidas… Nos livros pôde